Chile: Puerto Montt
Hoje nosso objetivo é visitar Puerto Montt.
No último capítulo da nossa novela, São Pedro mandou uma mensagem dos céus, na forma de chuva, para mostrar ao “jovem” casal que a vida de férias não tinha apenas flores. Além disso, São Pedro obrigou os dois a penitenciar essa vida desregrada, ajoelhados em tampinha de “Cueca Cuela”, até a chuva passar.
Enquanto isso, nossa heroína Mary dormia placidamente, bem como o nosso “galã” Edu praguejava enquanto escrevia seu tradicional besteirol aos leitores.
Finalmente, São Pedro desistiu da chuva e, lá pelo meio-dia, saímos rumo a Puerto Montt, cidade portuária e maior centro econômico da região dos lagos, no sul do Chile.
Frio de doer na chegada a Puerto Montt
Gente, quando chegamos a Puerto Montt, fazia MUITO frio. O pior é que ventava PACAS e a sensação térmica ia lá para o dedão do pé. Mary mais parecia uma cebola de tantos agasalhos. Sem exagero, ela vestia uma blusa, dois pulôveres e um casaco impermeável para frio, com o gorro atochado na cabeça. Para completar o visual, ela usava duas meias, sendo uma de lã, uma meia calça de lã e cachecol… de lã, é claro. Ainda mais, como tinha esquecido as luvas no carro, não tirava a mão do casaco nem para assoar o nariz.
Tentei tirar umas fotos de gaivotas e da paisagem, mas o vento congelava minha mão. Como a barriga roncava, resolvemos dar um tempo no passeio, entrar em um shopping e almoçar.
Na saída, uma grata surpresa: o tempo tinha melhorado. Além disso, o vento sumira quase como em um passe de mágica e a temperatura ficou bem mais agradável. Melhor ainda, o céu se abria e o sol, ainda tímido, começava a aparecer.
Angelmó, o paraíso dos fotógrafos em Puerto Montt
Caminhamos até Angelmó (que a Mary insiste em chamar de Anselmo), bairro onde ficavam o porto e o mercado de peixes de Puerto Montt. Angelmó é o paraíso de qualquer fotógrafo, com muitas oportunidades e temas para fotografar.
Outra coisa interessante é a diferença de maré nessa parte da costa. Na maré baixa, muitos barcos pesqueiros ficam adernados no seco, à espera da maré alta.
E pra variar, cachorros apareciam aos montes pelas ruas. Pra vocês não dizerem que estou mentindo, a foto abaixo mostra um grupinho deles em frente a uma peixaria.
O mais curioso era uma casa ao lado do mercado, com cinco (eu disse CINCO!!!) cachorros deitados no telhado, talvez por ser mais quentinho ali. Os tutores chegaram, três cachorros desceram, e dois ficaram no telhado abanando o rabo.
Por fim, o dia terminou com o sol entrando pra valer, me brindando com essa linda foto acima.



