Cidade das Flores – Chile 2/5/2011
Nossa programação do dia era visitar Viña del Mar e Valparaíso. O dia amanheceu bonito mas, de repente, entrou uma névoa densa que poderia atrapalhar os nossos passeios. Sabe por quê? Porque Viña del Mar é conhecida como a “Cidade das Flores”… e flor sem sol perde muito da sua beleza, concorda? Por outro lado, a névoa confere um ar meio misterioso à paisagem. Um verdadeiro desafio para quem fotografa, e confesso que não gostei de nenhuma foto que tirei.
Pela foto acima vocês podem ter uma noção da névoa que estávamos enfrentando. Repare, porém, em cada poste espalhado pela avenida. Percebeu que em cada poste tem um jarro florido? Impressionante!!!
Não sei como fazem para regar cada jarro de cada poste da cidade, porque Viña del Mar tem poste pra dedéu, todos eles com vasos!
Curiosidade do idioma local
Realmente a cidade faz juz ao seu título de “Cidade das Flores”, pois tem muitos parques e jardins além dos postes floridos. Uma cidade florida não poderia deixar de ter o tradicional relógio das flores. Uma curiosidade do idioma local: cês tão vendo a plaquinha no canto inferior esquerdo da foto? Pois está escrito: “NO PISE PASTO”… o nosso tradicional “não pise na grama” que conhecemos por aqui. No Chile, o termo “césped” designa gramado, sendo “pasto” usado de uma forma mais popular. Bem que soa estranho para nós!
Fomos caminhando por toda a orla, mas a bruma limita bastante a visão. Assim, o negócio era fotografar pelicano para matar o tédio. Das “1283” fotos de pelicano que cliquei, essa aí foi a melhorzinha.
Cassino, futebol e o trajeto até Valparaíso
O cassino é outra atração de Viña del Mar que alimenta o turismo e trás recursos para a cidade. A imagem acima registra um caminho bonito que leva até o local.
Além disso, Viña del Mar é uma cidade que trás boas recordações aos brasileiros. Afinal, foi lá que jogamos a primeira fase e a quarta de final da Copa do Mundo de 1962, pavimentando a estrada que levaria ao bicampeonato.
Depois de um longo tour a pé pela Cidade das Flores, pegamos um coletivo rumo a Valparaíso. Falando coletivo você imagina um ônibus, não é mesmo? Pois por lá ônibus é “bus”. Coletivo é um táxi que percorre um trajeto previsto e é compartilhado por até 4 passageiros. Estranho, não?!! Todavia, a diferença soa curiosa para quem visita o país pela primeira vez.
Valparaíso: a face austera do litoral chileno
Valparaíso não tem a mesma alegria, jovialidade e beleza de Viña. Como capital parlamentar do país, a cidade se mostra austera, antiga e sombria. Visitamos o centro financeiro, onde estão concentrados vários edifícios do final do século XIX. Porém, metade da beleza fica oculta atrás de uma muvuca de fios telefônicos e cabos de energia. Duvido que as companhias tenham controle sobre as conexões existentes. Quem trabalhou em empresa de telecomunicações sabe que muvuca de fios é sinal de gambiarra e de gato nas conexões.
O edifício mais lindo da visita, porém, é o La Armada, sede da marinha chilena. Pena que deixamos a câmera no hotel naquele dia. Afinal, pra que carregar toda a parafernália da câmera se o dia estava horrível?
Por causa do tempo ruim, cancelamos também as tradicionais subidas aos “cerros” (morros) de Valparaíso. Com toda a névoa, você acha que íamos ver alguma coisa lá de cima?! Mas nem com reza braba!!! Mesmo assim, a experiência na região deixa boas histórias para contar.
