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Maus hábitos que você deveria eliminar ao fotografar #2

Maus hábitos que você deveria eliminar ao fotografar #2

Damos seguimento à relação de maus hábitos que devemos eliminar ao fotografar neste post.

Ademais, sugiro que dê uma olhadinha no post anterior Maus hábitos que você deveria eliminar ao fotografar #1.

Antes que possamos corrigir um mau hábito, precisamos identificar a sua existência. Contudo, se por acaso encontrar nessa lista algum que você cometa, não se preocupe e relaxe. Você não está sozinho! Há uma boa chance de que esteja acompanhado por uma grande parcela dos fotógrafos que conheça. Em maior ou menor medida, acabamos cometendo erros bem semelhantes.

Assim sendo, faça bom proveito dessa minha lista. Corrija seus erros ou evite que possam ocorrer. Mais que isso, divirta-se. Afinal, pimenta no olho do outro é refresco.

Edu Moreira - Maus hábitos que os fotógrafos deveriam eliminar - Parte 2
© Edu Moreira

5) Um dos piores maus hábitos: não fazer backup de suas fotos

Provavelmente você já ouviu o dito popular que afirma que “quem tem um não tem nenhum”?! Pois bem, de nada adianta você limpar os cartões de memória, baixando os arquivos para uma bem organizada estrutura de memória se… não houver backup. Vai ser o mesmo que estar botando todos os seus ovos em uma única cesta.

Meus drives, tanto de armazenamento como de backup, são todos externos.

Então, se aquele drive de memória der pau, babau (desculpe a rima infame)!

O ideal é que este backup esteja em outro ambiente. Em caso de incêndio, alagamento ou roubo, não adianta ter backup e estar tudo debaixo de um mesmo teto.

Como arquivos de fotos são MUITO grandes, esteja preparado para utilizar drives de grande capacidade. Meu drive de fotos tem 4Tb de memória e o de backup tem 8Tb.

Da mesma forma, automatize os backups. Se deixar para a sua lembrança, certamente ela falhará e o deixará na mão. Eu uso um software especializado e gratuito chamado Cobian Backup, que permite backups completos e incrementais. Faço os completos trimestralmente (mantenho as duas últimas versões) e os incrementais semanalmente; estes, somente são deletados após o backup completo.

Nem por isso estou imune a problemas.

Edu Moreira - Maus hábitos que os fotógrafos deveriam eliminar - Parte 2
Uma das poucas fotos salvas… porque não estava no pen-drive quebrado!
Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil | © Edu Moreira

Fotografei o Rio e Búzios em janeiro de 2017. Como sempre, baixei as fotos. No entanto, como NUNCA fiz, não fiz backup, mantendo TUDO em um pendrive de 256Gb. É óbvio que Murphy deu o ar de sua graça! O pendrive estava espetado no notebook sobre o sofá e alguém sentou em cima, quebrando o pendrive. Até hoje ainda não consegui recuperar as fotos que estavam lá dentro.

6) Não deletar as fotos ruins

Não tenha medo de deletar as fotos fora de foco, sub ou superexpostas, bem como aquelas nitidamente de baixa qualidade ou fotos duplicadas ou muito semelhantes às demais.

Sebastião Salgado disse que a grande diferença entre ele e fotógrafos como nós é que a lata de lixo dele é MUITO maior. Certamente, é óbvio que a diferença entre ele e nós, meros mortais, é bem mais que o tamanho da lata de lixo. O importante dessa mensagem é não ter dó de jogar no lixo aquilo que é lixo. E eu tenho certeza que você sabe quando você tirou uma foto que não merece os bytes que ocupa. Assim sendo, não pense duas vezes em jogar essas fotos no lixo.

Edu Moreira - Tanzânia
Essa leoa teve ter rendido mais de 400 fotos; não há razão em guardar fotos com pouca variação entre uma e outra.
Serengueti National Park, Tanzania | © Edu Moreira

Se você leu o post anterior, talvez se lembre que eu disse que em um safári fotográfico à Tanzânia eu tirava milhares de fotos em um mesmo dia. Cheguei a tirar mais de 2000 fotos em um mesmo dia, a maioria delas 99,9% igual à anterior. Eu sentava o dedo no gatilho por estar fotografando animais e tirava várias fotos por segundo. Revisava as fotos no meu quarto no final do dia e, de fato, a maior parte ia pro lixo. Na primeiríssima (mas não última) limpada, elas se reduziam de, digamos, 1400 para 200 ou 300.

Sugiro que faça o mesmo!

7) Mais um dos maus hábitos: publicar muitas fotos

Você se lembra da lata de lixo do Sebastião Salgado?

Você por acaso acha que ele nunca tira fotos fora de foco, sem nitidez, sub ou superexpostas ou mesmo que estejam bem abaixo do alto nível de qualidade das fotos de seus livros e exposições? É óbvio que não! As fotos de qualidade ele mostra, as demais vão para o lixo ou jamais chegam a ser publicadas.

Faça o mesmo com as suas fotos. Selecione criteriosamente as suas fotos antes de apresentá-las aos seus amigos e familiares.

Sobretudo, ninguém merece ser obrigado a uma sessão interminável de fotos borradas, de baixa qualidade ou sem a menor relevância a não ser a SUA própria memória.

Se você não comete esse crime com os seus inimigos, poupe aqueles que lhe são queridos dessa tortura!

Edu Moreira - Marrocos
Selecione criteriosamente as fotos a serem publicadas.
Deserto de Erg-Chebbi, Merzouga, Marrocos | © Edu Moreira

8) Não prestar a devida atenção à composição da foto

Fotografar de verdade é, com toda a certeza, bem mais que simplesmente apontar a câmera para um objeto e clicar!

Enquadramento e regras de composição é papo para mais de um post e voltaremos ao assunto em breve e em maior nível de detalhe.

Vale a pena ter conhecimentos mínimos de composição. Não precisa ser nenhum mestre. Contudo, basta tirar o objeto principal do centro da foto para que a maioria delas ganhe em qualidade.

Edu Moreira - Cuba
Linhas verticais e diagonais são fortes elementos de composição em uma foto.
Havana, Cuba | © Edu Moreira

Quer ver outro erro comum? Valorizar mais o todo que a pessoa que está na foto. Imagine a cena: um turista quer tirar uma foto de algum conhecido na frente da Catedral de Notre Dame. Em 95% dos casos ele vai querer tirar a foto de toda a catedral. Então, ele(a) se afasta da esposa (ou namorada) até quase cair no rio Sena. Como resultado, essa pessoa fica tão pequena e irrelevante na foto quanto às dezenas de outras ao redor. Isso se o grupo de 230 turistas não ficar na frente dela e não sair dali nem com reza braba.

Pelo contrário, a pessoa deve ser sempre o objeto mais importante dessa foto, com tamanho e posição relevantes.

Seja como for, aqui você sempre encontra ótimas dicas de fotografia.

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