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Chillán [Chile: dias 5 e 6]

Chillán [Chile: dias 5 e 6]

DECOLOU! Finalmente nossas férias decolaram!!! O vulcão Chillán era a primeira programação do dia.

O dia 5 amanheceu esplendoroso, sem uma única nuvem no céu! Como uma baita tempestade tinha passado dois dias antes, a atendente do hotel nos avisou que encontraríamos MUITA neve no vulcão Chillán.

Edu Moreira - Chillán, Chile
Chillán, Chile | © Edu Moreira

Na verdade, o complexo de Chillán reúne quatro vulcões, que vocês podem ver na foto acima. O mais à esquerda é o Volcán Nevado, com 3.212 metros. À sua frente aparece o Volcán Arrau. Já o pico mais à direita é o Volcán Chillán Viejo, com 3.089 metros, ativo principalmente entre os séculos XVII e XIX.

No início do século XX, uma nova cratera surgiu entre o Nevado e o Chillán Viejo. Ela recebeu o nome de Volcán Chillán Nuevo e desenvolveu seu cume entre 1906 e 1945. Posteriormente, o Chillán Nuevo ultrapassou a altitude do Chillán Viejo durante a década de 1980. Atualmente, essa é uma das regiões de maior atividade vulcânica do Chile.

A estrada até o vulcão Chillán tinha até neve

A estrada até o vulcão Chillán atravessa uma região agrícola e revela uma paisagem lindíssima durante toda a viagem.

Edu Moreira - Porta de casa de vila encontrada no caminho do vulcão Chillán, Chile
Porta de casa de adobe em vila a caminho do vulcão Chillán, Chile | © Edu Moreira

Olho de fotógrafo é f*** para encontrar imagens inusitadas. Estávamos passando por uma pequena vila quando avistei uma casa de adobe abandonada. A construção já rendia uma bela fotografia. No entanto, o que mais chamou minha atenção foi a velha pintura amarela da porta e das janelas.

Aliás, a foto da porta acima, feita nessa vila, faz parte do meu portfólio Portas e Janelas.

Edu Moreira - Chilenos a cavalo
Chilenos a cavalo, Chile | © Edu Moreira

Muita gente ainda se desloca a cavalo ou de charrete. A foto acima mostra dois típicos chilenos do interior. Reparem no chapéu de aba reta. Quanto mais reta a aba, mais elegante o sujeito é considerado. Para conseguir esse efeito, muitos chegam a passar a aba do chapéu a ferro.

Já bem perto de Chillán começamos a ver neve na beira da estrada. Depois apareceu mais neve. E MAIS NEVE… Lá em cima era um branco sem fim. Para chegar às Termas de Chillán, uma famosa estação de esqui, ainda precisávamos percorrer cerca de oito quilômetros de estrada de terra.

Subimos aproximadamente dois quilômetros. Porém, a neve misturada com a terra virou barro, deixou a pista extremamente escorregadia e nossa segurança falou mais alto. Fizemos meia-volta e paramos cerca de três quilômetros mais abaixo. Então, degustamos um delicioso Bife de Chorizo na varanda de um chalezinho muito simpático, cercado por uma brancura sem fim.

Detalhe: estávamos de mangas de camisa, pois o sol estava de rachar!

Edu Moreira - Cachoeira Saltos del Laja encontrada no caminho do vulcão Chillán, Chile
Cachoeira Saltos del Laja, Chile | © Edu Moreira

Saltos del Laja e mais um susto com o combustível

Nossa próxima parada seria nos Saltos del Laja, perto da cidade de Los Angeles. A foto acima mostra a grandiosidade dessa cachoeira, um verdadeiro orgulho nacional no Chile. Até concordo que esse clone das Cataratas do Iguaçu impressiona… mas apenas quem ainda não conheceu a versão original. Mesmo assim, a visita valeu muito a pena.

O problema era, MAIS UMA VEZ, o combustível, que já estava muito além da reserva. Aí você diria: “Pô Edu, cê num aprendeu com o sufoco da viagem aos ‘Steites’?” Sim e não, diria eu!

Até Chillán havia postos de combustível por toda parte. Não passávamos mais de dez quilômetros sem encontrar um. Saímos de Chillán com um quarto de tanque. Deixei passar o primeiro posto, depois o segundo, o terceiro… e, de repente, eles simplesmente DESAPARECERAM.

Quando algum aparecia, ficava no sentido oposto da rodovia e sem qualquer retorno por perto. Enquanto isso, toca o marcador de combustível descer, e nada de aparecer posto, e a luz de combustível na reserva acender, e nada de aparecer posto… Chegamos aos Saltos del Laja com a luz da reserva acesa. Os Carabineros, a polícia militar do Chile, orientaram-nos a seguir no sentido norte, onde encontraríamos um posto cerca de quinze quilômetros adiante.

Graças à “Nossa Senhora do Tanque na Reserva”, a gasolina foi suficiente para chegar até lá. Afinal, o posto mais próximo no sentido sul ficava a aproximadamente trinta quilômetros dos Saltos del Laja. Certamente não conseguiríamos chegar.

Temuco, Mercado Modelo e destino a Pucón

Pensávamos em esticar a viagem até Pucón. No entanto, a noite caiu e optamos por pernoitar em Temuco. Afinal, Pucón é uma cidade turística e provavelmente estaria lotada em pleno Sábado de Aleluia. Encontrar vaga em hotel por volta das dez da noite não parecia uma decisão muito prudente. De emoção, já tínhamos vivido o suficiente naquele dia!

O dia seguinte amanheceu para lá de chuvoso, com São Pedro emburrado.

Já que o dia estava estragado, resolvemos visitar o Mercado Central de Temuco, que fazia parte da nossa lista de atrações. Olha… foi mais uma grande pisada no tomate do nosso livro sobre o Chile.

O tal Mercado Central, cujo nome verdadeiro é Mercado Modelo, poderia ser chamado, em um portunhol bem preciso, de UNA BUESTA!!! Cerca de 80% das lojas vendiam EXATAMENTE os mesmos produtos. Bastava entrar na primeira para conhecer praticamente todas as demais.

E sabe o que havia de bonito ou interessante? NAAAAAAAAAAAAAAAAADA!!! Os 20% restantes eram restaurantes, açougues e peixarias que fariam a felicidade dos fiscais da Vigilância Sanitária. Não sobraria uma única aberta para contar história! Cozinha de restaurante chinês é um brinco de limpeza comparado ao que vimos por lá!!!

E, já que desgraça pouca é bobagem, pé na estrada!

O tempo não melhorou completamente, mas pelo menos a chuva parou. Além disso, foi uma boa decisão não ter dormido em Pucón. Para cada carro que seguia para lá, parecia que outros cinquenta voltavam.

Edu Moreira - Píer do Lago Villarrica, Villarrica, Chile
Píer do Lago Villarrica, Villarrica, Chile | © Edu Moreira

Villarrica e a expectativa por Pucón

Na cidade de Villarrica chegamos ao lago de mesmo nome, que também banha Pucón. A cidade é linda e bastante turística. Ela me lembrou uma Gramado à beira de um lago. Embora o tempo nublado não colaborasse, aproveitei para fotografar um píer destruído.

Usei o contraluz no píer e no casal. Depois aumentei a velocidade do obturador para escurecer a imagem e destacar a dramaticidade das nuvens. Gostei bastante do resultado dessa fotografia.

Em Pucón, o vulcão domina completamente a paisagem. Porém, a nebulosidade era TANTA e as nuvens estavam TÃO BAIXAS que simplesmente não conseguimos enxergá-lo.

Mas não custa esperar, não é mesmo? Então, aguarde também o dia 7!!!

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