Chove pra dedéu!!! [Chile: dias 8 e 9]
Bem, o termo técnico mais apropriado não é “dedéu”. Mas, em respeito às senhoras inocentes que leem este post, uso essa palavra por educação.
Basta dizer que estamos dentro do hotel. Faz um frio polar lá fora, e a névoa impede a gente de ver a borda do lago, que não fica muito distante. São 11 da manhã, e Mary está dormindo. Eu curto o visual de uma macieira coberta de frutos ao lado da janela do quarto, tomando um Cousiño-Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon. Nada mal!!!
Já estamos em Frutillar, no dia 9. Na minha programação, deveríamos estar todos serelepes, visitando uma das diversas atrações da região. Porém, o problema é que o “feadaputa” do São Pedro optou por nos deixar aqui no hotel, esperando que ele melhore o humor.
De Pucón a Frutillar sob nuvens
Ontem não foi diferente. Amanheceu nublado, abriu um sol promissor e fechou de vez o tempo pouco depois. Saímos de Pucón e planejamos passear em vários lagos e visitar o vulcão Casablanca. Mas nananinaná: o tempo fechou, e fomos cortando os passeios e seguindo adiante. Com o tempo fechado, qualquer lago perde a beleza, e ver vulcão, então, nem pensar. Eles somem da vista assim que passa a primeira nuvem.
Para dar uma ideia de como estava o dia, a foto acima mostra o Lago Panguipulli, por onde passamos depois de cancelar o Lago Calafquén.
E assim foi o dia. Nem nos demos ao trabalho de ir a Futrono para ver o Lago Ranco e o Volcán Casablanca. Almoçamos em Entre Lagos e seguimos viagem rumo a Frutillar, onde, pelas nossas previsões, só chegaríamos hoje. Ou seja, “ganhamos” um dia que usaremos de outra forma. De repente, passando o dia no quarto do hotel, como hoje!
Se não dava para curtir a “naturaleza”, como dizem os hispânicos, o jeito foi buscar casas rurais interessantes para fotografar. A foto acima mostra o que vimos.
O tempo melhorou mais pro final do dia. Ao chegarmos em Frutillar, recebemos uma visão fantástica do cume do Volcán Osorno. Apesar de 200 m mais baixo que o Villarrica, o Osorno impressiona muito mais por ficar isolado de outras montanhas. Ele apareceu, deu um oi para nós e se escondeu de novo atrás das nuvens. Sniff! Sniff!!!



